Curiosidades da Língua Portuguesa

PASSAR A MÃO PELA CABEÇA

– Perdoar ou acobertar erro cometido por algum protegido.

Origem: Costume judaico de abençoar cristão-novos, passando a mão pela cabeça e descendo pela face, enquanto se pronunciava a bênção.

 

PARA INGLÊS VER

– Qualquer coisa que é feita apenas para preservar as aparências, sem que efetivamente ocorra.

Origem: Por volta de 1830, a Inglaterra exigiu que o Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos. No entanto, todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas, ou seja, as leis foram criadas apenas “p’ra inglês ver”.

 

ESTAR NAS SUAS SETE QUINTAS

– Estar contente; sentir-se satisfeito e realizado.

Origem: Diz uma lenda antiga que os reis portugueses possuíam, no concelho do Seixal, sete quintas, onde o rei e a comitiva passavam vários fins de semana. Quando estavam nas suas sete quintas, estavam felizes.

 

OLHA O PASSARINHO

– Presta atenção (à foto); olha para aqui.

Origem: No século XIX, levava-se muito tempo para tirar uma fotografia. As crianças, em especial, inquietavam-se com o demorado disparo. Como solução, muitos fotógrafos colocavam gaiolas com pássaros à frente dos retratados. No momento exato, todos olhavam o passarinho e a câmara captava o instante.

 

NEGÓCIO DA CHINA

– Grande oportunidade de negócio para uma das partes.

Origem: No século XIX, a Inglaterra dominou o comércio de ópio na China. Após a Guerra do Ópio, ganharam a concessão de Hong Kong. Tinham assim no território chinês uma ponta de lança permanente do  Império Britânico. Com a revolução chinesa, o “negócio da china” passou a designar toda e qualquer relação comercial proveitosa apenas para uma das partes.

 

NÃO PERCEBER PATAVINA

– Não saber nada sobre determinado assunto.

Origem: Tito Lívio, natural de Patavium (hoje Pádova, na Itália), usava um latim horroroso. Nem todos o entendiam. Daí surgiu o patavinismo, que significava não entender Tito Lívio, ou seja, não perceber patavina.

 

FEITO EM CIMA DO JOELHO

– Feito à pressa, com pouca qualidade.

Origem: Os romanos tinham ao seu serviço escravos que faziam telhas, usando como molde a própria coxa. Conforme o tamanho da coxa de cada um, as telhas eram maiores ou mais pequenas. Nasceu assim a expressão para designar um trabalho que não prima pela regularidade.

 

É DE SE TIRAR O CHAPÉU

– É muito bom.

Origem: Foi com o rei Luís XIV que a França disciplinou as saudações com o chapéu. Os cumprimentos poderiam ser feitos de várias maneiras, dependendo da importância social de quem era saudado. O rei ordenava que o chapéu só fosse tirado em ocasiões especiais. Assim, os portugueses que trouxeram a novidade, viviam perguntando se a ocasião era “de tirar o chapéu”.

 

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